O alpendre me conduz ao silêncio.
Na tarde em véspera de ocaso
um pássaro tenor sublima
a ópera do sol.
Nos jardins flores (em seus
discursos de pétalas)
mostram a rota da primavera
enquanto os ventos varrem
o pó das ruas e coagulam
os rastros da memória.
Todos os trabalhos postados neste blog são de autoria de Julio Rodrigues Correia e estão albergados pelos termos da Lei nº 9.610 de 19/02/1998 que regula o Direito Autoral no país.
domingo, 14 de novembro de 2010
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
PERENIDADE
Os mortos perscrutam o tempo
e os ossos continuarão caústicos e incolumes
no fundo da terra eivada de ácido e umidade
como vínculo indissoluvel
entre o homem e a eternidade.
e os ossos continuarão caústicos e incolumes
no fundo da terra eivada de ácido e umidade
como vínculo indissoluvel
entre o homem e a eternidade.
sábado, 6 de novembro de 2010
NATUREZA VIVA
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
TALVEZ UM POEMA DE AMOR
Os olhos da noite
perpetuam os relevos
do teu corpo em têmpera,
no silêncio do alpendre.
Subito e inebriados
meus lábios em chamas
desaguam na arquitetura
lúbrica de tua boca.
perpetuam os relevos
do teu corpo em têmpera,
no silêncio do alpendre.
Subito e inebriados
meus lábios em chamas
desaguam na arquitetura
lúbrica de tua boca.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
POEMA
sábado, 30 de outubro de 2010
PEQUENO POEMA QUE VIROU CANÇÃO

Meus olhos captam o neon
dos letreiros das lojas de grife
a noite recolhe a soma
dos meus delírios
e o instante esculpe silêncios
no cerne das avenidas.
Há um passado ocultos nestas
ruas de vertigens e tédio
onde os ventos mornos
varrem a solidão dos jardins
esquecidos enquanto o tempo
coalha minha sombra no asfalto.
dos letreiros das lojas de grife
a noite recolhe a soma
dos meus delírios
e o instante esculpe silêncios
no cerne das avenidas.
Há um passado ocultos nestas
ruas de vertigens e tédio
onde os ventos mornos
varrem a solidão dos jardins
esquecidos enquanto o tempo
coalha minha sombra no asfalto.
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EROTICA
Entre as tuas tenras coxas a erva da sedução narcotiza meus gestos abala meus sentidos e minhas mãos se perdem no labirinto terno e obscuro ...
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Quando as sete luas passarem e o tempo mostrar a rota da primavera colherei flores no campo para te oferecer, catarei fiapos de sol para amo...
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Cintia Thomé a linguagem poética fluindo sobre o dorso da tarde, a palavra nua e crua arquiteta fugas no areado do mar a emoção coletando ve...


