A noite fermenta o tédio na palha
das horas. Caminho à esmo pelas ruas
pejadas de escuro e solidão,
a lua hoje não veio para espantar
os fantasmas dos becos soturnos
partes da cidade banhadas em impurezas
sociais. No alto nuvens sépias prenunciam
chuvas e soletro a linguagem da vida
na cartilha do tempo.

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