O Carnaval acabou. Agora vamos provar a realidade do cotidiano áspero e amargo, disse ela, enquanto afivelava o cinto de segurança. E ele com uma leitura de bordo nas mãos, concordou: - Sim, o sonho das noites de carnaval passou como um míssil. E levou com ele os blocos com seus estandartes policromícos, com suas alegrias e seus frevos dinâmicos, acrobáticos. O Galo da Madrugada voltou a se exilar em seu poleiro de sonhos; o Homem da Meia Noite recolheu-se ao seu estado peculiar de inanimação em um quarto qualquer de Olinda, a espera de um novo sonho de alegria e ilusão no próximo ano. E quando a voz do comandante recomendou aos tripulantes: Portas em automático !! Entrelaçaram as mãos. Mas, no intimo de suas mentes ecoava um trecho do frevo castiço: " Voltei Recife/ foi a saudade/ que me trouxe pelo braço "... e aeronave alçou voo. Recife ficou para trás!!
Todos os trabalhos postados neste blog são de autoria de Julio Rodrigues Correia e estão albergados pelos termos da Lei nº 9.610 de 19/02/1998 que regula o Direito Autoral no país.
domingo, 23 de fevereiro de 2020
quarta-feira, 16 de outubro de 2019
A MULHER DO SONHO
Eu a vi. Era uma mulher
andando no meu sonho
vestida de sol e caminhava
pisando em musgos e liquens
encrustados nas pedras
do caminho. Levava nos olhos
o brilho singular de uma estrela
e de suas mãos brotavam chispas de sol,
caminhava com leveza e sem alarde
nos cabelos negros um flor amarela
cujo o aroma inebriava a tarde
de sua boca melíflua emergiam
sorrisos largos que atraiam pássaros
que descansavam nos seus ombros.
Ao dobrar uma esquina deparou-se
com um imenso jardim sombreado
de arvores frondosas e então o milagre
ocorreu, mulher e flores se fundiram.
vestida de sol e caminhava
pisando em musgos e liquens
encrustados nas pedras
do caminho. Levava nos olhos
o brilho singular de uma estrela
e de suas mãos brotavam chispas de sol,
caminhava com leveza e sem alarde
nos cabelos negros um flor amarela
cujo o aroma inebriava a tarde
de sua boca melíflua emergiam
sorrisos largos que atraiam pássaros
que descansavam nos seus ombros.
Ao dobrar uma esquina deparou-se
com um imenso jardim sombreado
de arvores frondosas e então o milagre
ocorreu, mulher e flores se fundiram.
segunda-feira, 30 de setembro de 2019
CRONICA
Meu voo é cego. Meus olhos tocam às fráguas do crespúsculo, quando o sol desce para beber o rio. Um grito estridente de um pássaro quebra o silêncio dos labirintos da cidade e invade a liturgia das igrejas à hora do Angelus. Um ciranda de nuvens se despede do dia ensaiando um balé nas savanas do céu, enquanto fiapos de sol tingem de ouro as escamas do rio. Meu voo é cego, mas o sonho persiste e me diz que a realidade não está tão longe. Alheio aos estertores da tarde, meu neto Marcelo pergunta, vô porque a terra é azul? E lhe respondo , neto, a felicidade e o silêncio também são azuis!!
terça-feira, 24 de setembro de 2019
TEUS SEIOS
Teus seios são pétalas
de uma flor maior e bela
que vislumbro encantado
no jardim dos meus olhos
em dias mornos de sol.
E em noites de sonhos
os vejo belos e protuberantes
na planície branca do lençol.
que vislumbro encantado
no jardim dos meus olhos
em dias mornos de sol.
E em noites de sonhos
os vejo belos e protuberantes
na planície branca do lençol.
domingo, 22 de setembro de 2019
A INSÔNIA DAS HORAS
Uma lua madura aproveita a insônia das horas
para habitar os círculos dos teus olhos
e a noite desce com a lua e vem iluminar
as escamas desse rio por onde navegam
os teus mais belos sonhos
em tua barca de tempo e memória.
e na arquitetura lúbrica dos teus lábios
existe um sol fermentado
que queima de paixão e de ternura
quem ousa oscular tua boca em tempera.
e a noite desce com a lua e vem iluminar
as escamas desse rio por onde navegam
os teus mais belos sonhos
em tua barca de tempo e memória.
e na arquitetura lúbrica dos teus lábios
existe um sol fermentado
que queima de paixão e de ternura
quem ousa oscular tua boca em tempera.
O COLECIONADOR
Durante a infância
e a juventude
colecionei auroras,
por do sol
e historias e na velhice
vivo inundado
de tempo e memórias.
e a juventude
colecionei auroras,
por do sol
e historias e na velhice
vivo inundado
de tempo e memórias.
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