Todos os trabalhos postados neste blog são de autoria de Julio Rodrigues Correia e estão albergados pelos termos da Lei nº 9.610 de 19/02/1998 que regula o Direito Autoral no país.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
SIDERAL
Sob a luz tênue e singela
deste quarto sem tempo
( gálaxia noturna)
os meus olhos circudam
a orbita dos teus seios
cálidos e rosados
que parecem duas luas
protuberantes e belas.
domingo, 8 de abril de 2012
EXERCÍCIO
Nesta noite de céu clareado
e de silêncio na varanda,
quero deixar marcados
na arquitetura sensual
dos teus seios morenos
vestígios claros e obscenos
de minhas mãos.
e de silêncio na varanda,
quero deixar marcados
na arquitetura sensual
dos teus seios morenos
vestígios claros e obscenos
de minhas mãos.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
POEMA
Na noite quente
de verão acêso,
a cidade ardente
apaga os vestígios
do dia e nos jardins
pingos de chuva
lavam as pétalas
viçosas do malmequer
e lá no alto
uma lua nua
rege a dança das marés.
de verão acêso,
a cidade ardente
apaga os vestígios
do dia e nos jardins
pingos de chuva
lavam as pétalas
viçosas do malmequer
e lá no alto
uma lua nua
rege a dança das marés.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
QUASE NOTURNO
O tempo constroi ruinas nos alicerces da tarde.
O vento em suas travessuras abstratas
pinta de silêncio a arquitetura do alpendre
e um pássaro acrobata, em velocidade,
risca de musgo a pele das arvores
enquanto o sol derrama fiapos de luz
nas escamas do rio.
A noite virá sobre essas velhas casas
encharcadas de anos e liquens
salpicando de cinzas e angústias
essas ruas molhadas de tédio.
O vento em suas travessuras abstratas
pinta de silêncio a arquitetura do alpendre
e um pássaro acrobata, em velocidade,
risca de musgo a pele das arvores
enquanto o sol derrama fiapos de luz
nas escamas do rio.
A noite virá sobre essas velhas casas
encharcadas de anos e liquens
salpicando de cinzas e angústias
essas ruas molhadas de tédio.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
ARQUEOLOGIA DO SILÊNCIO
As palavras se unem e se multiplicam
ao sabor imprevisível das metáforas
nesta manhã que espalha suas espumas
pela extensão vetusta do alpendre,
onde as sombras virtuais do passado
se transformam em linguagem de saudades
sacudidas pela coreografia dos ventos
que se alastra pelos quartos e corredores
da casa sombria e envelhecida,
enquanto a arqueologia do silêncio,
em sua vertigem abstrata,
redescobre doces instantes de vidas
e lá fora um sol de verão alimenta
de luz e calor um canteiro de margaridas.
ao sabor imprevisível das metáforas
nesta manhã que espalha suas espumas
pela extensão vetusta do alpendre,
onde as sombras virtuais do passado
se transformam em linguagem de saudades
sacudidas pela coreografia dos ventos
que se alastra pelos quartos e corredores
da casa sombria e envelhecida,
enquanto a arqueologia do silêncio,
em sua vertigem abstrata,
redescobre doces instantes de vidas
e lá fora um sol de verão alimenta
de luz e calor um canteiro de margaridas.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
ESPERA
As horas com seus gomos de silêncio
marcam o tempo de tua ausência.
Sobre a mesa o calendário
na sua frigidez numeral
assinala os dias da espera,
enquanto os faunos da imaginação
flambam os grãos de minha ansiedade.
E quando, amiga, as sete luas passarem
iluminando os hectares da vida,
estarei, aqui, de braços abertos
te esperando no velho alpendre
o mesmo que assistiu tua partida.
marcam o tempo de tua ausência.
Sobre a mesa o calendário
na sua frigidez numeral
assinala os dias da espera,
enquanto os faunos da imaginação
flambam os grãos de minha ansiedade.
E quando, amiga, as sete luas passarem
iluminando os hectares da vida,
estarei, aqui, de braços abertos
te esperando no velho alpendre
o mesmo que assistiu tua partida.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
ESTAÇÃO IV
Primavera. Não mais as flores e perfumes
incensando os hectares do dia
e configurando os dominios da primavera,
não mais a abrasividade do sol
esquentando o resto de frio na tarde
de canto e de pássaros,
apenas teus seios túmidos
brotando da camisola de sêda.
incensando os hectares do dia
e configurando os dominios da primavera,
não mais a abrasividade do sol
esquentando o resto de frio na tarde
de canto e de pássaros,
apenas teus seios túmidos
brotando da camisola de sêda.
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EROTICA
Entre as tuas tenras coxas a erva da sedução narcotiza meus gestos abala meus sentidos e minhas mãos se perdem no labirinto terno e obscuro ...
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Entre as tuas tenras coxas a erva da sedução narcotiza meus gestos abala meus sentidos e minhas mãos se perdem no labirinto terno e obscuro ...
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Quando as sete luas passarem e o tempo mostrar a rota da primavera colherei flores no campo para te oferecer, catarei fiapos de sol para amo...
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Cintia Thomé a linguagem poética fluindo sobre o dorso da tarde, a palavra nua e crua arquiteta fugas no areado do mar a emoção coletando ve...