E quando a tarde findar
colocarei, se puder,
um por do sol
na serena dimensão
do teu olhar.
Todos os trabalhos postados neste blog são de autoria de Julio Rodrigues Correia e estão albergados pelos termos da Lei nº 9.610 de 19/02/1998 que regula o Direito Autoral no país.
sábado, 21 de abril de 2018
A CASA
A casa é velha. Muito velha, No telhado o tempo plantou musgo e líquens, na fachada os anos desconstruiu sua arquitetura. Em suas laterais o capim- navalha escondeu seu jardim em ruínas. Um muro em decomposição albergado por dois portões de ferro inteiramente oxidados cercam sua entrada. Olhei a casa ou o que restou dela com os olhos cheios de lágrimas. Então perguntei ao homem idoso relaxado na cadeira de embalo, pitando um cigarro confeccionado com fumo de rolo. O sr. sabe que eram os donos deste imóvel? E o velho respondeu - Já faz muito tempo. Quase não me lembro das pessoas que ai moravam. Só lembro de um menino negro de nome Julio que morava nesta casa. Curioso perguntei: - E agora o que há no interior desta casa arruinada? E o velho me respondeu: - Moço, só memórias. Memórias.
POEMA
Nestas horas de solidão de pedra
onde o silêncio e o tedio medram.
lugar que ainda resisto
as insurgências do cotidiano
colho e entendo a mudez do teu grito
é essa varanda de tempo em que sonho
e no mar proceloso um barco
carregado de sonhos e memórias invade
( sem pressa e sem ruptura )
o cais noturno da minha saudade.
sábado, 1 de julho de 2017
SOL POENTE
O sol já quase esmaecido
convida para o crepúsculo.
Um pássaro pousado na varanda
trouxe em seu bico de ocaso
dois ramos de jasmim
e de repente ele soltou os pulmões
e seu canto foi tão belo e forte
que despertou o sono do poeta
que ainda mora em mim.
convida para o crepúsculo.
Um pássaro pousado na varanda
trouxe em seu bico de ocaso
dois ramos de jasmim
e de repente ele soltou os pulmões
e seu canto foi tão belo e forte
que despertou o sono do poeta
que ainda mora em mim.
segunda-feira, 26 de junho de 2017
AMOR E PAIXÃO
Os anos que passam pelos meus olhos
as vezes lerdos as vezes céleres,
mas sem parar, são testemunhos
da vida em suas varias dimensões.
E os téus olhos são endereços da paixão
apegados nas raízes do amor
onde o silêncio corta as palavras
ao meio e teus mamilos brancos
protuberantes na camisola de seda
abalam o sentido dos meus gestos.
POEMA E SILÊNCIO
Quando os cristais dos meus olhos
se partirem e o silêncio abortar minha voz
no útero da garganta e minhas forças
se fizerem perdidas
o tempo com seus rebanhos de ventos
varrerão das calçadas minhas sombras
soprarão o pó de minhas memórias
e apagarão os rastros dos meus passos
nas planícies e nas cumeadas da vida.
se partirem e o silêncio abortar minha voz
no útero da garganta e minhas forças
se fizerem perdidas
o tempo com seus rebanhos de ventos
varrerão das calçadas minhas sombras
soprarão o pó de minhas memórias
e apagarão os rastros dos meus passos
nas planícies e nas cumeadas da vida.
quarta-feira, 21 de junho de 2017
VAMOS MUDAR!
Estamos próximo as eleições suplementares. E pediria aos eleitores de minha terra, o Amazonas, que fizessem uma reflexão sobre esse pleito. O Estado do Amazonas, é um estado que tem tudo para preponderar no cenário econômico do país faltam apenas escolhermos a pessoa certa para impulsioná-lo. Estamos sentado no maior banco fito-genético do mundo, temos um elemento que os próximos séculos se ressentirão, quando de sua falta, água. Nosso solo é rico em minerais, pedras preciosas, ouro e outras riquezas que ainda não foram exploradas por a inoperância de nossos dirigentes. Vamos mudar! Vamos mandar as calendas esse circulo vicioso e perverso que ousei chamar de politica do mesmo que nos dirige mais de três décadas e ainda estamos choramingando pela Zona Franca de Manaus quando poderíamos já ter construído um outro modelo de progresso paralelo ao PIM. Estamos na politica do Mesmo. Sai o Mesmo entra o amigo do Mesmo e depois volta o Mesmo, num jogo politico de fazer inveja ao velho Maquiavel.
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