segunda-feira, 6 de abril de 2015

POEMA

Enquanto a noite ainda dormia
no regaço do arrebol
vi um pássaro com seu bico
de sonhos
acender o lume do sol.

METÁFORA III


Quando se fizer a última colheita
de outono na lavoura arcaica do tempo
eu te esperarei com os meus olhos ávidos de te ver,
e quando as primeiras chuvas prenunciarem
a emboscada do frigido inverno
eu te esperarei na casa da saudade
e quando chegares desses caminhos gastos
sairá de minha boca um poema
que transvertido em nave imaginária
orbitará a aureola dos teus seios castos.

domingo, 5 de abril de 2015

QUINTESSÊNCIA


Um dia o vento norte
entrará pela porta de minha casa
e me libertará do tempo de espera...
e me conduzirá sobre o ar da manhã
além do horizonte onde a primavera
nunca vai embora e o sol é apenas uma tênue
luz cortando o dorso dos rebanhos de nuvens
que cavalgam as rotas do imponderável.
Então me despirei de desejos e fantasias
térreas e orbitarei com minha nave de brumas
novas e candentes galáxias de sonhos.
 

quarta-feira, 1 de abril de 2015

POR DO SOL


Nos últimos estertores
do dia
o sol pinta de ouro...
as escamas do rio
com a cumplicidade
de um coqueiro
silente e esguio.

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  • Julio Rodrigues Correia
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EROTICA

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